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Carioca, devoradora de bacon, estudante de RI com fortes tendências geeks, mochileira de carteirinha, viciada em pinterest e sonhadora de plantão.
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Fernanda Maia

Desabafos de uma crescida (ou não)


Como é que se escolhe o que se quer ser quando crescer?
Acho que eu já me considero crescida faz tempo, mas no fundo, quem é a Fernanda crescida? Para onde ela vai, o que almeja ser? Qual o seu plano de carreira?
Todo mundo diz que a vida fica muito mais fácil se você arrumar um marido rico. Só não consigo entender qual é o cabimento de jurar passar o resto da vida com uma pessoa que você não ama só porque é mais fácil. A vida não é pra ser fácil.
Tenho uma amiga com quem sempre divido os momentos de dor e acabamos começando a gostar deles, depois de muito tomar montila com coca-cola sozinhas de madrugada ouvindo Adriana Calcanhoto chegamos a conclusão que sofrer é bom, faz bem pra alma, esquenta o coração. Acima de tudo, nos faz sentir vivas. Então às vezes, só pra não perder o habito colocamos umas boas baladas do Chico pra tocar e resolvemos “sofrer” um pouquinho.
Mas o assunto não era esse! Na verdade, é o motivo do meu sofrimento atual. Afinal, quando todos os seus amigos de escola estão se formando você começa a perceber que ter largado dois cursos e viajado sem rumo por aí talvez não tenha sido a mais consciente das decisões. Não que eu me arrependa, claro.
O problema é que mesmo depois de tudo isso eu ainda não sei o que a Nanda quer fazer. Sei bem o que ela NÃO quer fazer (e isso é tão óbvio que grita). Mas quem ela quer ser não se ensina numa faculdade, não existem professores especializados. Eu só quero ser eu e fazer alguma coisa que seja realmente a minha cara.
Não me entenda mal, nunca disse que não quero me formar ou que fazer uma graduação seja algo ruim, só não encontrei a minha. E também não acho que a vida tenha que ser fácil a ponto do emprego perfeito cair de bandeja na minha frente, eu sei que é preciso batalhar, procurar e agarrar cada oportunidade com unhas e dentes. Mas por onde começar? Como os fins podem justificar os meios, se eu não sei qual é o fim?
Honestamente? Adoraria largar tudo e embarcar no primeiro vôo para a Europa de novo... Mas dessa vez não. Dessa vez só depois de terminar a faculdade. Qualquer faculdade!
É, era só para desabafar...

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