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Carioca, devoradora de bacon, estudante de RI com fortes tendências geeks, mochileira de carteirinha, viciada em pinterest e sonhadora de plantão.
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Fernanda Maia

Nunca possua-me


Possessividade vem do sentimento de posse. De se achar ou ser dono de algo. Mas nunca de alguém.
O mais engraçado é que por mais que poetas e escritores tenham passado anos nos repetindo que só é feliz e só ama quem é livre, ainda assim nos forçamos a buscar a posse das pessoas. Nós mesmos nos fazemos sentir donos de alguém, seja ele filho, amigo, marido...
E quando a verdade chega é sempre um choque. Ninguém pode possuir outra pessoa, seus sentimentos, verdades, vontades. E é nessa hora que mais nos machucamos, e por quê? Por sermos incapazes de assumir que fomos nós mesmos que criamos aquele sentimento tão mesquinho lá dentro. Que outro nada tinha a ver com o seu aparecimento repentino.
Não venho também dizer que sou a favor de um relacionamento aberto, ou coisa parecida. Apenas que devemos deixar as amarras mais soltas, mais livres, para que a pessoa amada possa viver e querer voltar. Tudo bem, que a vida não é preto e branco e muito menos existem fórmulas, mas quanto menos posses tivermos, menos o sentimento da perda nos afetará.
Porque uma hora ou outra ela vem, como quem não quer nada e nos acorda a noite só pra cochichar no seu ouvido: “perdeu, playboy”, e você chora. Chora sem nem saber o por que. Afinal, você já nem fazia questão daquela camisa velha no fundo do armário, mas foi só a sua irmã pegar para o pandemônio se instaurar.
E é assim que a posse nos ganha, humanos infelizes e loucos por sentimentos baratos. De fininho, e quando a gente menos espera. Achamos que está tudo bem até sua amiga fútil, a perda, aparecer e estragar tudo. Pronto, instalou-se no seu coração a posse, nua e crua, pronta para dar o bote. E você chora.
Tudo bem, chorar faz bem. E você já sabia mesmo que esse dia ia chegar. Chegou até considerar dar a camisa para doação, mas quando outra pessoa está vestindo ela parece tão “sua”. Calma, é só a posse gritando...

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