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Carioca, devoradora de bacon, estudante de RI com fortes tendências geeks, mochileira de carteirinha, viciada em pinterest e sonhadora de plantão.
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Fernanda Maia

Para Roma, com amor


Nessa quinta assisti o novo filme do Woody Allen, "Para Roma, com amor". Bem interessante, mas vou admitir que esperava algo um pouco mais "Vicky, Cristina, Barcelona" e "Meia-noite em Paris". Achei que faltou um pouquinho de alma. É mais como se ele tivesse várias idéias soltas e fez uma coletânea delas. Todas as histórias são divertidas a seu modo e vale um passeio ao cinema se você estiver afim de uma boa comédia romântica; quase no estilo das que o próprio Allen se diz aposto.

Dois personagens se destacam de maneira bobamente engraçada. Woody Allen como o 'pai da noiva', um americano aposentado caça-talentos e diretor de óperas sem pé nem cabeç,a em viagem para conhecer o noivo italiano da filha e se encanta com a voz de tenor do 'pai do noivo'.


E Leopoldo Pisanella (parlare sotaque italiano!), representado por Roberto Benigni - forever o pai de "A Vida é Bela"; como um executivo normal que se vê famoso do dia para a noite, simplesmente por fazer nada. A forma como o personagem passa de perplexo para desiludido rende boas gargalhadas.



Penélope Cruz está tão linda quanto sempre, apesar de sua personagem não ter muito conteúdo a agregar ao filme. Ela interpreta uma prostituta que vai parar no quarto errado, por engano e acaba tendo que representar a recém-casada esposa de um interiorano que foi a capital a procura de uma oportunidade de emprego. Enquanto isso a própria esposa se perde em Roma e acaba num set de gravação com todos os seus atores favoritos. Rende alguns sorrisos e eu diria que se não fosse pelo vestido vermelho da queridinha Cruz não seria chamativo at all. 


E, por fim, a história mais Allen de todas. Alec Baldwin faz um papel curioso. Você fica na dúvida se ele é real ou não, parece a consciência do Pinocchio. Ou seria apenas uma lembrança? Ele tentando aconselhar seu jovem-eu? Apesar de ser um quadro interessante e divertido, achei a atuação da Ellen Page, a melhor-amiga da namorada, um tanto irritante. Mas muita gente considerou esse o melhor quadro do filme, talvez por seu quê enigmático.

No fim, nenhuma das histórias se encontra e muito menos se aprofunda. São como pequenas crônicas. Diversão simples, talvez um pouco menos que a expectativa criada. Mas nem por isso vamos deixar de esperar ansiosamente pela próxima aparição de Woody...


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